cover
Tocando Agora:

Chefes de esquema de falsificação de anabolizantes presos no Paraguai são expulsos do país e entregues no Paraná

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF Os dois brasileiros apontados como integrantes da chefia de um esquema de fabrica...

Chefes de esquema de falsificação de anabolizantes presos no Paraguai são expulsos do país e entregues no Paraná
Chefes de esquema de falsificação de anabolizantes presos no Paraguai são expulsos do país e entregues no Paraná (Foto: Reprodução)

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF Os dois brasileiros apontados como integrantes da chefia de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores foram expulsos do Paraguai e entregues às autoridades brasileiras na noite de quarta-feira (12). Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como “Jiraiya”, e Jeferson Oliveira dos Santos foram levados até a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Cidade do Leste, no Paraguai, e Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de ambos não havia sido identificada. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Os dois foram presos em Cidade do Leste, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o grupo. Segundo a investigação, eles estavam em uma casa que era usada como base para a compra e preparação de medicamentos emagrecedores e anabolizantes que seriam levados clandestinamente ao Brasil. Roberto, de 39 anos, é apontado pela investigação como um dos chefes do esquema. Segundo a polícia, o grupo atuava há pelo menos 12 anos e movimentava mais de R$ 500 mil por mês com a venda de anabolizantes clandestinos. A operação resultou na prisão de cerca de 40 pessoas no Brasil e no Paraguai. No Paraná, cinco pessoas foram presas por determinação judicial e outras duas foram detidas em flagrante por posse de armas e munições. Duas pessoas foram presas no Paraguai Noelia Duarte Foz era usada para entrada de insumos e lavagem de dinheiro Segundo a investigação, Foz do Iguaçu era usada pelo grupo para trazer clandestinamente insumos do Paraguai e também para lavar o dinheiro obtido com a venda dos produtos. Na cidade, havia um núcleo especializado em movimentar os valores com a ajuda de doleiros no Paraguai e na região de fronteira. O objetivo, segundo a polícia, era ocultar a origem do dinheiro e reinseri-lo na cadeia de produção e distribuição das substâncias. Os insumos trazidos do Paraguai eram levados para outros pontos do país. Nesses locais, os suspeitos produziam clandestinamente os anabolizantes e medicamentos, que depois eram distribuídos para diferentes estados. De acordo com a PCDF, os anabolizantes eram fabricados de forma caseira e precária, com o uso de substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes. Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF PCDF/Reprodução Leia também: Apreensão: Motorista é flagrado com tirzepatida escondida na sola da bota Motos elétricas: Mudança na fiscalização dobra preço médio de importação de motos elétricas Dia dos Pais: Dois pais e dois filhos morrem em acidente no Paraná Como funcionava o esquema Segundo a investigação, o grupo tinha núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná e atuava na fabricação, falsificação, armazenamento e venda de anabolizantes, medicamentos, substâncias controladas e termogênicos adulterados. Em Foz do Iguaçu, uma fornecedora e o marido são apontados como responsáveis por coordenar o abastecimento dos produtos para outros estados. A investigação também aponta que médicos veterinários ligados ao grupo emitiam receitas falsas para permitir a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários. Para dar aparência de legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países, segundo a Polícia Civil. Nutricionistas e treinadores também são investigados por supostamente recomendar as substâncias. Operação A ação cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados. Também foram apreendidos 25 veículos de luxo, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis usados para divulgação e comercialização dos produtos foram retirados do ar. A investigação começou após uma busca na casa de um dos suspeitos apontados como chefe de um dos núcleos. No celular apreendido, os policiais encontraram mensagens que, segundo a corporação, ajudaram a identificar a estrutura e a divisão de tarefas do grupo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.